O dia apareceu
com o canto do sabiá
um arco iris no céu
chuva caiu pra regar
pra germinar na terra
tanta semente
que não demora
muito verde vai gerar
menino pula
no açude sorridente
e as cabeleiras
soltas pelo o milharal
gente que passa
em suas roupas domingueira
desce a ladeira
a caminho da catedral
o sol se banha
na queda da cachoeira
a brisa acaricia o canavial
a noite se envaideceu
derramou-se no pomar
o sol já adormeceu
sem pressa foi descansar
os vaga lumes dançam
no velho moinho
os candeeiros
alumiam o casarão
pelo roçado cantarola
o nordestino
Juazeiro que saudade
de Gonzagão
na beira do riacho doce
tudo é festa
logo começa
um sanfoneiro a florear
já fazenda ponteia um violeiro
quanto remanso
o gado muge no curral
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